05/02/2018 20:47:33 | Atualizado em 08/02/2018 10:56:11

Onça “celebridade” em Dourados já voltou à natureza

Após cerca de 24h em uma jaqueira, na Vila Rosa, onça-parda foi capturada e medicada na Clínica Veterinária da Unigran.

Médicos veterinários da Unigran atestaram que o animal estava com boa saúde e que corte na perna era superficial

Assessoria Unigran

A onça parda que apareceu na Vila Rosa, nesta semana, em Dourados, protagonizou uma verdadeira novela ao permanecer mais de 24 horas em uma jaqueira, mobilizando a atenção de toda a cidade.  
Após a captura, com todos os passos do processo sendo narrados ao vivo por populares, nas redes sociais, o animal foi levado para a Clínica Veterinária da UNIGRAN, onde foi examinado, medicado e liberado para ser reintroduzido na natureza. O felino agora está em segurança em uma área preservada na região de Aquidauana.
De acordo com o médico veterinário Namor Pinheiro Zimmermann, doutor em ciência animal e professor da disciplina de animais silvestres no curso de Medicina Veterinária da UNIGRAN, trata-se de um macho saudável, na transição da juventude para a idade adulta. 
O especialista explica que vários são os fatores que podem levar um predador de grande porte a se enveredar na “selva urbana”.  “Além da conhecida redução do habitat natural, questões sociais desta espécie também devem ser consideradas, pois trata-se de um animal que ocupa um vasto território e o defende literalmente com unhas e dentes. Assim, um jovem macho como esse pode ter sido expulso do espaço ocupado por outro maior e mais forte, procurando assim refúgio na cidade”, complementou.
O especialista diz que apesar do que foi falado aos quatro ventos, a demora na captura da onça não ocorreu por falta de preparo dos profissionais envolvidos, mas sim por falta do equipamento adequado. 
Segundo Zimmermann, que também participou da missão, só lograram êxito após ele conseguir em Campo Grande dardos com agulhas farpadas. "Os tiros dados anteriormente foram realizados usando dardos com agulhas convencionais, o que não é adequado para esse tipo de situação, pois devido a agitação e estresse do animal o dardo cai antes que o tranquilizante penetre na corrente sanguínea. Já com dardos montados com agulhas farpadas é possível alcançar o objetivo, pois este atinge o animal e não cai", explicou.
Poucos minutos após ser capturada a onça foi levada para a Clínica Veterinária da UNIGRAN. Logo os médicos constataram que o animal está com boa saúde, que a desidratação era mínima e que o corte na perna traseira direita foi apenas superficial, necessitando apenas de alguns pontos. Horas mais tarde, após ser medicada com antibióticos e anti-inflamatórios e ainda sob o efeito do tranquilizante, foi conduzida pelas autorizadas a um habitat mais adequado.
Foto: Médicos veterinários atestaram que o animal estava com boa saúde e que o corte na perna foi apenas superficial.

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